Um sentimento que acompanha mães, especialmente no fim da licença maternidade, mas que pode ser canalizado para o bem

No programa desta semana, Fátima Bernardes convidou Angélica para seu sofá - e boa parte da conversa foi dominada por temas ligados aos dramas da maternidade.
Mãe de três, Angélica está naquele momento delicado de voltar ao trabalho, poucos meses após o nascimento de sua filhinha. Quem já passou por isso ou conviveu com uma mãe no fim da licença sabe o quanto é difícil essa hora.
"Estou em um momento de muita culpa", disse Angélica. De um lado ela disse estar sofrendo por não poder mais ficar boa parte do tempo com a nenê, mas, de outro, também há o amor pelo trabalho.
Essa encruzilhada pega muitas mulheres de jeito. Quando chegaram ao fim meus meses de licença após o nascimento da Liz, também sofri, também fiquei dividida. Mas consegui um esquema - com uma babá em quem eu confiava muito - que me deixou tranquila para voltar à labuta.

É preciso sempre buscar um jeito em que a mãe, de uma maneira ou de outra, fique em paz com seu coração enquanto trabalha. Angélica contou que com seu outro filho, Joaquim, ela o levava para o Projac, porque ele era muito pequeno, 3 ou 4 meses. Foi o jeito que ela encontrou na época.
Mas ela disse ainda que achava que a culpa acompanha uma mãe pela vida toda.
"Com três filhos, eu sinto que estou sempre devendo para um, ainda mais agora que a pequenininha exige muito de mim", disse a apresentadora. E sabe que a Fátima Bernardes concordou? "Os meus filhos estão com 15 anos e ainda me sinto assim."
E você, concorda?
Eu concordo em partes. Falando de coração, eu me sinto mal quando à noite percebo que não aproveitei o dia com o Theo e com a Liz do jeito que eu queria. Fico, sim, chateada quando eu tenho de resolver pepinos no banco, no cartório, na empresa de telefonia ou em qualquer outra coisa chata, enquanto que minha vontade era a de ficar brincando com eles.
Mas isso é culpa? Não sei. Na verdade, eu acho que não. Acho que seria culpa se eu achasse que estava fazendo algo errado. Mas sei que não. Sei que resolver chatices é uma parte obrigatória da vida adulta.
E sei também que meus filhos estão bem, que às vezes, claro, sentem um tico de saudade da mãe, que voltou tarde do trabalho ou que passou a manhã fora de casa. Mas nada grave, uh?
Acho que essa tão falada culpa materna pode ser apenas uma vontade genuína de fazer mais pelos filhos, de estar mais presente, de aproveitar melhor a infância deles.
E esse sentimento, acho eu, não necessariamente precisa ser negativo, pode ser apenas um motor que nos faz ser pais e mães melhores.
Será? O que você acha? A culpa te acompanhou na volta ao trabalho ou em algum outro momento?
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