A presidente da Fundação Rockefeller, Judith Rodin, guarda uma antiga charge da revista “New Yorker” na sua mesa. Nela há um grupo de homens e mulheres. Um deles diz: “É um comentário muito interessante, Sra. Brown, talvez algum dos homens gostaria de fazê-lo agora.”
RANKING: 39 pioneiras mais poderosas do mundo
RANKING: As mulheres mais poderosas do mundo
Judith, eleita pela FORBES a 99ª mulher mais poderosa do mundo neste ano, é a primeira a presidir a centenária fundação de caridade. Já esteve à frente da Universidade da Pensilvânia entre 1994 e 2004. Ao lado dela, outras 38 mulheres da lista foram primeiras em algo.
A presidente da República Dilma Rousseff, 2ª no ranking, é uma delas. Assim como a primeira, Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Elle John Sirleaf (87ª) é a primeira chefe de Estado da África.
Apesar do sucesso, Judith usa a charge da “New Yorker” para se lembrar de que ainda há muito a ser feito. “Até hoje, há momentos em que as mulheres ficam invisíveis”, afirma ela. “Nós queremos que as mulheres entendam que não é para elas aceitarem quando passarem por isso.” Segundo Judith, não importa o quanto importante ou famosa uma mulher é, todas já tiveram tal experiência.
Judith luta pela necessidade das mulheres conquistarem posições de liderança. Segundo ela, líderes femininas se preocupam mais com o ambiente de trabalho do que os homens.
Helen Clark, 21ª no ranking e primeira mulher a ser eleita primeira ministra da Nova Zelândia e a presidir o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, concorda. “Acho que no meu país ficou claro que as mulheres podem fazer o que quiserem e assumir posições importantes. É um ótimo legado.”
Tammy Tibbetts é fundadora e presidente organização sem fins lucrativos “She’s the Fisrt”, que ajuda garotas a serem as primeiras de suas famílias a se formarem no ensino médio. Nas nações em desenvolvimento, apenas 29% se formam na escola e, nas regiões mais pobres, poucas garotas se formam. Ela queria mudar isso.
Como a primeira pessoa da família a se formar no ensino médio, Tibbett entende o desafio e a recompensa disso. “Há muita coragem em estabelecer um objetivo que ainda não foi alcançado por quem está ao seu redor”, explica.
Tibbett admira mulheres como a estilista Diane von Furstenberg (74ª) e a presidente liberiana Sirleaf (87ª). Ela conta a história de Anna, uma estudante do sul do Sudão que participou do programa. Quando sua escola foi destruída por um tornado, a garota de 17 anos juntou seus colegas e foi ter aula em uma vila vizinha.
Como diz Judith: “Nós que somos as primeiras temos a responsabilidade de não deixar que outras atrás de nós falhem.”
http://forbesbrasil.br.msn.com/negocios/conhe%C3%A7a-as-39-pioneiras-mais-poderosas-do-mundo-da-lista-forbes-2013-1
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